quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fila brasileiro


O fila brasileiro é uma raça de cão de grande porte desenvolvida no Brasil. São usados frequentemente como cães de guarda e cão boiadeiro. Pertencem à categoria dos Molossóide. É uma das doze raças brasileiras conhecidas;[carece de fontes?] as outras são o barbudo e sua versão menor barbudinho, buldogue campeiro, buldogue serrano, dogue brasileiro, galgo da campanha, kitler, ovelheiro gaúcho, podengo crioulo, rastreador brasileiro, terrier brasileiro e veadeiro pampeano.

História

Segunda raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI, e a primeira das que ainda são reconhecidas, o Fila Brasileiro é um personagem anônimo da História do Brasil desde os tempos do descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista de nosso território, seja protegendo as comitivas dos Bandeirantes de ataques de nativos e de onças, e até mesmo foi usado pelos colonizadores para recapturar escravos fugitivos.

O Fila Brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era a raça nacional com maior número de registros. Nesta mesma época, criadores tentaram mudar o padrão oficial da raça para abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior. Uma escolha que hoje em dia é polêmica, alguns criadores acreditam que o fila é um cão necessariamente com ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças, outros também concordam que ele é muito dócil com a família e crianças mas preferem um temperamento de guarda mas brando, onde o cão não aceitaría uma invasão territorial mas aceitaría uma visita acompanhada de seu dono. O fato é que a expressão "possui ojeriza a estranhos" continua em seu padrão oficial.

Seu porte e o andar quase felino são suas características físicas mais marcantes. O Fila Brasileiro também é conhecido pela fidelidade e devoção extremas ao dono, características comportamentais importantes em um cão de guarda.

Origem

Muito se fala sobre as raças que deram origem ao fila brasileiro, porém, a intervenção do homem no aperfeiçoamento da raça dividiu igual importância com a seleção genética natural a que estes cães foram submetidos devido as árduas condições encontradas pelos primeiros filas brasileiros em nossa história. Eles desempenhavam as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio, faro, e até cão de guerra nos ataques a tribos nativas e posteriormente a quilombos, "Fiel como um Fila" é um provérbio brasileiro que representa bem a melhor característica da raça.

A teoria sobre sua origem mais aceita atualmente é a que reconhece que, durante o período de colonização portuguesa, muitos cães foram trazidos ao Brasil dos Açores pelos colonos, estes cães pertenciam à raça Fila de Terceira ou Fila Terceirense, os primeiros cães foram cruzados ocasionalmente com cães nativos e com outras raças trazidas posteriormente pelos colonos, como o Bloodhound, o Mastiff e o Antigo Buldogue Inglês (raça já extinta).

A primeira aparição da raça em exposições ocorreu no ano de seu reconhecimento pela FCI (Federação Cinológica Internacional), 1946, em um evento do Kennel Clube Paulista. Nesta ocasião, dois exemplares (chamados Bumbo da Vila Paulista e Rola da Vila Paulista) inauguraram a participação do Fila. Hoje, o reconhecimento da criação nacional vem através dos títulos obtidos em competições por todo o mundo.


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