sábado, 24 de abril de 2010

Cão de Montanha dos Pirenéus


O Cão de Montanha dos Pirenéus (Chien de Montagne des Pirénées) ou Pastor dos Pirenéus é uma raça de cães pertencente ao grupo dos Molossóides tipo montanha, ao lado de raças como o São Bernardo e o Landseer.
Natural dos Pirenéus, é uma raça de grande porte e majestosa, usada tradicionalmente para proteger gado nos pastos (especialmente ovelhas) e como cão de guarda. Não deve ser confundido com o Mastim dos Pirenéus, semelhante em nome e características mas que constitui uma raça totalmente distinta.
História
O Cão da Montanha dos Pirinéus é uma raça antiga que descendente de molossóides oriundos da Ásia Central, trazidos para a Península Ibérica há mais de 5 mil anos. O primeiro registo da raça data do século XIV onde é descrita como guardiã de castelos por Gaston Phoebus. Esta raça é por vezes confundida com o Mastim dos Pirinéus, mas tanto a história das duas raças como a conformação, mostram que são cães distintos. O Cão da Montanha dos Pirinéus permaneceu nas montanhas a grandes altitudes, onde era utilizado como cão de guarda de rebanhos, função para a qual necessitava de uma coleira de espetos para se proteger de lobos e outras feras.Mas foi a sua apetência para guarda de castelos que tirou esta raça do anonimato. Uma das raças preferidas da realeza francesa, o Cão da Montanha dos Pirinéus era especialmente apreciado por Louis XIV que lhe atribuiu à raça o título de Cão Real da França em 1675. A partir desta altura, todo o nobre que se prezasse tinha de ter um cão desta raça. O Cão da Montanha dos Pirinéus começou a perder popularidade no século XIX, pois o estilo de vida praticado não exigia mais um guarda de castelos. Curiosamente, enquanto a raça entrava em declínio na Europa, na América, estaria a dar forma a outras novas raças, incluindo o Terra Nova. Lafayette levou dois exemplares destes cães em 1824 para os Estados Unidos da América. Na Europa, o Cão da Montanha dos Pirineús ficou novamente reduzido à sua população na montanha e sobretudo na região basca. Aí executada o seu dever como protector dos rebanhos, mas também era utilizado como cão de busca e salvamento em situações de avalanche, cão de trenó e cão de propriedades. No século XX, a raça foi novamente descoberta e desceu mais uma vez as montanhas para povoar as regiões francesas como cão de guarda e estimação. Em 1923, foi formado o primeiro clube da raça, situado em França.

Temperamento

Como cão de guarda e protecção, o Cão da Montanha dos Pirineús foi criado para ser forte e intimidatório, mas a sua faceta gentil foi também sendo apurada ao longo dos anos e tornando-se num cão trabalhador, afectuoso e fiel. Com um temperamento independente, não são cães para donos inexperientes. Necessitam de um dono que saiba impor a sua liderança sem recorrer a castigos corporais. É importante socializar e treinar este cão para garantir que cresce equilibrado.Corajoso e dedicado à família, o Cão da Montanha dos Pirineús não se dá bem contudo com estranhos e outros cães. Curiosamente, muitos donos referem que é receptivo a gatos. O Cão da Montanha dos Pirinéus tem alguma tendência para ladrar, o que o torna um bom cão de alerta. Entre os pontos negativo está o facto de se babar e ressonar. O Cão d aMontanha dos Pirinéus é tal como o nome indica, um cão de campo. Não se adaptam à vida num apartamento, pois precisam de espaço. Gostam contudo da vida em família e gostam de ter acesso ao interior da casa. Não são muito activos no interior, por isso uma jardim médio serve para os albergar.

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