quarta-feira, 28 de abril de 2010

Elkhound Norueguês Cinza




O Elkhound Norueguês Cinza é um cão de temperamento destemido, vigoroso e valente. Habitante do hemisfério norte, o animal é extremamente acostumado com o frio e fortes nevadas. É também um caçador nato, especialista na busca por alces e ursos.

Esses cães são do tipo spitz. Compacto, de tronco curto, estrutura quadrada, pescoço elevado e orelhas bem retas. Sua pelagem grossa e abundante, pode ser eriçada ou longa. Na cabeça e na face anterior dos membros, curta e lisa. Sua coloração é cinza com várias tonalidades. A cor é composta pelas pontas negras dos pelos externos e também mais claro no antepeito, ventre, membros e na face ventral da cauda.

Depois de tantos anos vivendo servindo ao homem, esses cães tornaram-se grandes companheiros no convívio do lar, amáveis, dispostos e obedientes.

Histórico

Esses cães são descendentes de cães nórdicos, que desde a Idade da Pedra já eram encontrados ao lado dos homens primitivos. O Elkhound Noruguês Cinza foi um fiel companheiro dos Vikings, o que pode ser comprovado por ossadas datadas de 4 a 5 mil anos atrás.

Samoieda


O Samoieda é uma raça de cão muito primitiva, que muito pouco evoluiu nos últimos 5 mil anos (período em que surgiram a maioria das raças conhecidas nos tempos atuais). Considerado pela maioria dos criadores do mundo como a raça mais bela de todos os cães, é possivelmente a mais dócil de todas. Também é considerado o animal mais domesticável pelo homem. Não possui glândulas subcutâneas e, portanto, não exala nenhum odor característico de cães.

História

Esta aristocrática raça tem suas origens no norte da Sibéria com a tribo dos Samoyeds. Os cães Samoiedas viviam perto dos seus donos, dormiam dentro dos abrigos e serviam como aquecedores. A vinda deles para o ocidente se dá ao fato de o zoólogo britânico Ernest Kilburn Scott que passou 3 meses entre as tribos Samoiedas e ao voltar a Inglaterra levou consigo um filhote macho chamado "Sabarka". Mais tarde ele importou uma femêa chamada "Whitey Petchora". Os samoiedas foram muitíssimo pouco modificado desde o início da convivência com os humanos há 5 mil anos. Era utilizada e ainda é nos tempos de hoje em certas localidades para tração de pequenos trenós que transportavam as mudanças e pastoreio da renas do povo Samoiedo.

Temperamento

O "Lobo econômico e limpo: Samoieda", como é conhecido, é um amigo fiel e capaz de tudo para estar na companhia de seu dono. Não é agressivo, tem um comportamento calmo, carinhoso e dócil, porém possui personalidade forte. Pode-se ter um samoied em apartamentos, desde que seu dono o leve a passear todos os dias. É um cão extremamente curioso e gosta muito de brincar. Aprende com facilidade. Talvez devido à sua longa convivência com humanos é um animal perfeito para companhia, não sendo um destruidor, desde que esteja com companhia e receba atenção da sua família humana, serve perfeitamente para apartamentos e casas. Sempre muito atencioso com o seu dono quer receber essa atenção de volta. Também se adapta muito bem com crianças.

Na questão de gastos:

  • samoiedas são econômicos, pelo fato de não ter odores comuns entre os cães, os banhos podem ser mensais. A sua pelagem abundante e farta é de fácil manutenção com escovadas regulares e não deve ser tosada jamais pois serve de proteção ao animal.
  • Essa raça é muito resistente e não adoece com facilidade, gastos com remédios são raros. Porém o acompanhamento de um veterinário é fundamental, ao menos uma vez por ano.

Malamute-do-alasca

Malamute-do-alasca é uma antiga raça de cães nórdicos. São cães primitivos, selecionados pela natureza para sobreviverem ao frio Ártico. O seu nome deriva da tribo nativa Mahlemuts do noroeste do Alasca que utilizava esses cães para arrastar trenós, barcas da margem, de bancos de gelo e ajudar nas caçadas. São cães magníficos com aparência de lobo. Atletas inteligentes, dóceis, leais, tranqüilos, dignos e acompanhantes agradáveis que, como cão do ártico, também possui certa independência. São extremamente leais à família e dedicam-se a todos, sem exceção. Podem ser grandes amigos das crianças. São gentis com estranhos, não fazendo o tipo de cão de guarda. Raramente latem e podem ser agressivos com outros cães.

Excelentes cães de companhia e da família, não necessitam de muito espaço, mas precisam de saídas longas e freqüentes. Não gostam de ficar sozinhos e não suportam a solidão, principalmente os machos. Devido a força física, podem, involuntariamente, se tornarem perigosos se não forem bem educados.

O malamute-do-alasca possui a capacidade para arrastar em trenós cargas muito pesadas. São cães compactos e potentes e não possuem velocidade para competição como outras raças árticas menores. Com o corpo forte e bem constituído, a cabeça é larga e suas orelhas são eretas e cônicas, inseridas lateralmente. Possuem marcas ou máscara na cara, com marcações típicas brancas. A cauda densamente peluda é portada por cima das costas, como um arco. Os Malamutes são de diversas cores, mas em geral são cinzas ou pretos, com as devidas marcações em branco no ventre, parte dos membros, máscara e contorno nítido nas bordas das orelhas.

A pelagem é grossa e espessa com subpêlos densos e lanosos, propícios para manter a temperatura corporal estável, criando uma barreira térmica em temperaturas mais frias, mas suportam muito bem as condições climáticas diversas. Há trocas de pêlos duas vezes ao ano com grandes quedas e necessidade de escovações. Seus olhos são castanhos, não se aceita a cor azul como em Huskys.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Husky siberiano


O husky siberiano é uma raça antiga de aparência primitiva, ao seu lado tem-se a impressão de estar junto ao elo entre cães e lobos. Esta raça de cães nórdicos destaca-se pela beleza física e pela energia que dispõe.

Aparência

O husky siberiano tipicamente possui uma estrutura física musculosa ("husky" significa "robusto" em inglês), e são fortes comparados a outros cães do mesmo porte. Eles são cobertos por uma densa camada dupla de pêlo que tem uma variedade de cores e padrões, comumente com pernas e patas brancas, manchas no rosto e a ponta do rabo branca. As cores mais comuns são branco e preta, branco e cinza, branco e vermelho cobre, e branco puro, ainda que muitos indivíduos têm variações marrons, avermelhadas, marrom clara e alguns são malhados. Seus olhos podem ser de várias cores, mas predominantemente azuis, castanhos ou verdes. A cor azul clara é característica, apesar de não dominantes.

Temperamento

São muito carinhosos e atenciosos, entretanto precisam gastar suas energias para que não se tornem problemas para seu dono. O husky siberiano é muito brincalhão. Por esse motivo, este cão é recomendado para as crianças com cinco anos em diante. Crianças com menos de quatro anos podem não ter domínio sobre o cão, pois ele também é dotado de uma grande força.

Normalmente completamente dócil e aficionado com as pessoas, os siberianos possuem um forte instinto de caçador e podem matar gatos, coelhos, galinhas, pássaros e outros pequenos animais. Devem ser mantidos em cercados seguros pois frequentemente desaparecem em longas viagens para caçar. Não se deve permitir à eles passearem sozinhos ou sem coleira. Eles são treináveis até um certo grau, mas paciência é necessária. São naturalmente independentes e não vão obedecer cegamente a todos os comandos. Não tendem a comportamento agressivo ante outros cães, mas se atacados lutam ferozmente. Os Huskys são também cães de trabalho desenvolvidos para puxar trenós. Por esse motivo, é bom fazê-lo puxar de vez em quando de 6 a 11 quilos.

Staffordshire Bull Terrier


Staffordshire Bull Terrier é uma raça de cão oriunda dos antigos Bulldogues com os Terriers. Assim, unia-se a força e estrutura dos Bulldogues, com o temperamento e agilidade dos Terriers. O primeiro registro de um Staff Bull, deu-se em 1935 em Londres, com um cão chamado Buller. A primeira Exposição de Staffordshire Bull ocorreu em 1937 e uma das mais importantes exposições da Inglaterra foi a Crufts, em 1939. O primeiro campeão da raça foi o Ch Gentleman Jim, e a primeira campeã foi a cadela Ch. Lady Eve. O pioneiro na criação dos Staffordbull, foi o Inglês Joe Mallen.

História da raça

No século XVII, com o fim das brigas entre touros e bulldogs aumentou a popularidade das rinhas entre cães. O objetivo era fixar características de um cão com a cabeça grande como a de um Bulldog associado à agilidade, força e determinação. Isso foi alcançado com o cruzamento do antigo bulldog com alguns Terriers, dando origem ao bull and terrier ou Pit Dog, que não eram reconhecidos como raça. As rinhas eram o passatempo dos aristocratas e dos mineradores, isso se tornou um hábito no tempo da aristocracia, ficava revelado, quem tivesse o melhor cão de combate tinha a melhor ascendência na aristocracia .

Os direitos humanos, em 1993, proibiram todos os esportes ligados a lutas de animais, os chamados blood sports (esportes sangrentos). Um grupo de homens de Staffordshire, apreciadores de cães em shows (exposições) preservaram a raça e muito se discutiu sobre o padrão. Descrevendo como um cão de atribuições físicas. Esse cão foi chamado de Staffordshire Bull Terrier. Coragem, tenacidade e apesar da agressividade dentro das rinhas, sempre foram excelentes companheiros inclusive para crianças.

A história da raça nos mostra que o Staffordshire Bull Terrier antes da proibição das rinhas e sua oficialização como raça, era dividida em três “tipos”, o primeiro de cães até 8 kg, que eram utilizados em rinhas com ratos, texugos e similares; o segundo, cães de até uns 13kg, esses normalmente utilizados em rinhas com outros cães e por último os cães de 14 a uns 17kg, utilizados em brigas com touros e similares, esses mais conhecidos como BULLDOGUES, logo, a história nos mostra que o Staff Bull, seria o antigo Bulldogue de função, e a distinção seria feita única e exclusivamente por peso.

As rinhas eram realizadas em sua maioria por integrantes da aristocracia, ou seja, pessoas economicamente bem sucedidas, porém, os empregados eram destinados a cuidar dos cães, mas os mesmo tinham de trabalhar para seus patrões a fim de garantir o sustento da família (tendo em vista que na época a estrutura patriarcal era muito forte), logo, os cães passavam a ser de responsabilidade da mulher e dos filhos, como a mulher devia cuidar da casa, alimentação, dos filhos, etc, os cães eram praticamente cuidados pelos filhos dos empregados e provavelmente devia brincar ativamente com o mesmo, tal situação aliada a uma rígida seleção de temperamento, acabaram por tornar a raça muito dócil com crianças, sendo a mesma apelidada de CÃO BABÁ. O rígido controle de

temperamento se dava, principalmente, pelas regras que regiam a rinha entre cães, onde o exemplar era tratado nos intervalos dos “rounds” pelo dono do cão adversário, (para dessa forma evitar falcatruas que poderiam levar a vitória, como exemplo eu por veneno no pelo do meu cão para o oponente morder e morrer envenenado, tais práticas eram inibidas, porque, os envolvidos cuidavam do cão adversário), assim sendo o cão não poderia em hipótese alguma ser agressivo com os seres humanos e menos ainda com crianças, que acabavam por serem as responsáveis pelos cães destinados ao combate.

Temperamento

Corajoso, destemido e totalmente confiável. Especialmente com crianças, sem a menor agressividade.

  • Bem equilibrado
  • Muito inteligente
  • Carinhoso, afetuoso, especialmente com crianças
  • Totalmente confiável
  • Sem a minima agressividade

Bull Terrier


O Bull Terrier é uma raça de cão da família terrier.

HistóriaAs raças Old English Bulldog e White English Terrier, já extintas, foram cruzadas para dar origem a uma nova, chamada Bull and Terrier. Por volta de 1860, a raça Bull and Terrier se dividiu em dois ramos: o Bull Terrier branco puro, e outro com pelagem manchada colorida, que perdurou por mais setenta anos nas rinhas de cachorro até que finalmente foi reconhecido como uma raça legítima chamada Staffordshire Bull Terrier. Os registros mais antigos de Bull Terriers datam do período entre 1874 a 1876.

Temperamento

O bull terrier é forte, musculoso e muito ativo, também é corajoso e possue um extraordinário senso de humor. O seu focinho arqueado é característico da raça, bem como a sua cabeça oval. O bull terrier é um guerreiro por natureza, dotado de coragem extrema e muito inteligente. Apesar destas características, com um dono disciplinador e com competências pessoais para lidar com um cão desta raça, o animal torna-se obediente à voz de comando e conhece bem os seus limites. Esta raça é de grande fidelidade para com os donos, sejam eles adultos ou crianças. Territorialista com animais estranhos, não permite intromissões no seu espaço ou naquele que lhe compete guardar. São amigáveis e possuem um maravilhoso senso de humor. Sua força física é proporcional à sua notável inteligência, e ambas necessitam estar em constante atividade.

Podem ser teimosos e também tendem a ter um dono general para mandar e reprimir coisas indesejáveis e o melhor é que eles gostam disso. A característica da raça é ser mansa, pois sua origem, diferente do que muitos acreditam, não se deve às rinhas. São muito afetuosos e adoram companhia humana, portanto, não é recomendável deixá-los sozinhos, pois eles se distraem mordendo as coisas, e considerando-se a energia e vitalidade que possuem dependendo do animo que seu Bull Terrier tiver no dia não será dificil você se ausentar por umas horas e ao retornar encontrar sua casa de pernas para o ar. Também são recomendáveis para fazer companhia a crianças, pois sua força lhes garante um alto nível de tolerância à dor, garantindo resistência para as brincadeiras. Podem desenvolver um temperamento ciumento para com o dono e territorialista em sua casa, para isto, é bom desde novo fazer um trabalho de socialização para que quando estiver adulto aceite outros cães.

American Staffordshire Terrier

American Staffordshire Terrier é uma raça canina. A raça descende de outras raças americanas e foi desenvolvida com o intuito de ser uma versão de exposição do American Pit Bull Terrier. Os American Staffordshire Terriers foram reconhecidos pelo Kennel Clube Americano em 1936. A raça é membro do grupo dos Terriers e dos Molossos.

Aspecto Geral

O American Staffordshire Terrier deve dar impressão de grande força para seu tamanho um cão muito bem estruturado, musculoso, ágil e gracioso, profundamente ligado ao que o cerca. Deve ser compacto, não pernalta nem esgalgado.Sua Coragem é proverbial.

Temperamento

Este cão tem diversas qualidades, inteligentes, excelentes guardiões, protegem devotadamente seus donos, conseguindo distinguir se a pessoa que se aproxima tem boas ou más intenções, podendo ainda, com um pouco de treino conviver pacificamente com outros cães. O cão é um dos melhores amigos das pessoas e em muitos aspectos é visto como valente dependendo do tipo da criação que as pessoas o dão ao animal. O Amstaff, como é conhecido, é visto como um dos melhores cães, até sendo usados para terapias ou obrigações públicas, como na polícia e bombeiros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Appenzeller Sennenhund



O Sennenhund Appenzeller é uma das raças de cães de médio porte, uma das quatro raças regionais de Sennenhund, nos Alpes suíços. O nome Sennenhund refere-se ao povo chamado Senn, pastores, nos Alpes suíços. Appenzell é uma região alpina, no nordeste da Suíça.

História

O Sennenhund Appenzeller é descendente a partir do tipo geral Sennenhund que pode ter existido na antiguidade, ou descendentes de "cães de gado deixada lá pelos romanos", mas o primeiro clube da raça para a raça foi fundado e no livro genealógico da raça iniciado em 1906 por Albert Heim e outros, que escreveu o primeiro padrão da raça em 1916. Uma referência cedo para antecessores da raça foi feita em um livro de 1853 ", Tierleben der Alpenwelt" (Vida Animal nos Alpes), referindo-se aos cães na região de Appenzell. O Sennenhund Appenzeller só foi reconhecido internacionalmente como uma raça distinta em 1989.

O Sennenhund Appenzeller foi mantido originalmente como um guardião do bando, um cão de projecto, e cão de fazenda em geral. A raça também foi usada para pastoreio e como um cão de guarda. Hoje, a raça é essencialmente mantido como um companheiro, e se destaca em competições de obediência e protecção.

Temperamento

Como com todos os grandes, muito ativo cães de trabalho, esta raça deve ser bem socializado cedo na vida com outros cães e pessoas e desde que com actividade regular e formação para que possam ser mantidos em segurança como um animal de estimação. De acordo com o padrão da raça, os cães são animado, alto astral e, desconfiado com estranhos.

Reconhecimento

A raça é reconhecida com o padrão da raça Suíça, com o nome Appenzeller Sennenhund, traduzido para o português como Boieiro Suíço de Appenzell, pela Fédération Cynologique Internationale, no Grupo 2 Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Boieiros Suíços e outras raças, Seção 3 - Boieiros Suíços.

Boiadeiro de Berna




O boiadeiro de Berna (também conhecido pelos nomes de Berner Sennenhund, em alemão, e Bouvier Bernois, em francês, ou ainda cão da montanha de Berna) é uma raça de cães de trabalho originária do cantão de Berna, na Suíça.

Temperamento

Os boiaderos de Berna são cães de exterior, mesmo sendo bem comportados quando dentro de casa. Necessitam de exercício e atividade, mas não tem grande resistência. Podem se mover com grande velocidade, apesar de seu tamanho, quando motivados. Se não tiverem problemas nas juntas, apreciam as caminhadas e caminham geralmente juntos de seus donos.

O seu temperamento é um ponto forte da raça. São afetuosos, leais, obedientes, estáveis e inteligentes. A maioria dos Boiadeiros de Berna convive bem com outros animais de estimação como gatos, cavalos, etc. São muito bons para adestramento caso os seus donos sejam pacientes e e mantenham um treinamento consistente; eles necessitam de algum tempo para interpretar o treinamento. Não respondem bem a tratamento violento, mas estão sempre ansiosos para agradar em troca de reconhecimento e de prendas. A raça é de temperamento estável, paciente e carinhosa.

São também cães carentes de atenção e amor, muito amorosos. Adoram se recostar nas pessoas ou sentar aos seus pés.

Seu temperamento calmo faz deles cães ideais para puxar pequenas cargas, tarefa para qual eram originalmente usados na Suíça. Com o treinamento adequado eles adoram puxar crianças em carrinhos e participar de paradas. Alguns clubes de Boiadeiros de Berna nos Estados Unidos oferecem workshops deste tipo de tarefa para os cães.

Nome original
Berner Sennenhund
Bouvier Bernois
Bovaro Bernese
Dürrbächler
Outros nomes
Bernese
Cão Montanhês de Berna

Mastim espanhol




O mastim espanhol é um cão de guarda e pastoreio, natural da Espanha.

História

O Mastim Espanhol, tal como grande parte dos demais Mastins, descende do Molosso, cão de guerra e de luta, utilizado pelos romanos há centenas de anos. Originário das regiões de La Mancha e Extremadura, este cão existe, segundo alguns especialistas, há mais de 4000 anos em Espanha.Inicialmente, foi utilizado como cão de guarda, cabendo-lhe a tarefa de proteger o rebanho durante as migrações sazonais que se encetavam nas regiões montanhosas do sul de Espanha.
Adoptando uma postura calma e atenta, este cão tornou-se imprescindível a muitos pastores nómadas, que confiavam na sua coragem e devoção para o sucesso das longas jornadas de trabalho. Foi igualmente utilizado como cão de caça grossa, se bem que, ao contrário do Mastim Napolitano e do Dogue de Bordéus, este não seja considerado um cão de guerra, mas sim um ancestral cão de guarda. O maior desafio que se lhes impunha era a migração das ovelhas Merino que percorriam as cañadas (caminhos próprios para estas digressões) de Extremadura, Andalusia até Castilha. O percurso estendia-se por várias centenas de quilómetros e estava minado com ataques surpresas de pedradores, que escolhiam o período da noite para tentar a sua sorte. As ovelhas Merino eram protegidas pelo 'Honrado Concejo de la Mesta', uma poderosa associação que detinha o monopólio da sua criação e que, durante algum tempo foi proibida de as exportar.

Com a passagem dos séculos, a frequência destas migrações começou a diminuir até que a Guerra Civil de Espanha ditou o seu definitivo cancelamento. Esta raça destituída do propósito para a qual foi criada, e inserida num contexto histórico particularmente difícil para aquele país, enfrentou a quase total extinção. No entanto, os anos 70 revelaram-se auspiciosos para esta estirpe que foi recuperada e protegida pela então recém-criada Associación Española del Perro Mastín Español. Abre-se um novo capítulo na história desta raça que começa a participar em exposições, a ser objecto de selecção e análise por parte de especialistas, e a desempenhar novas funções como cão de guarda e de companhia, agora inscritas nos tempos modernos. A raça é reconhecida pela FCI (Federation Cynologique Internationale), mas é pouco vista fora da sua terra natal, onde a sua produção está largamente difundida.

Detentor de um património histórico assombroso, ele é hoje considerado o cão nacional de Espanha, onde a sua criação é muito significativa.

Temperamento

O Mastim Espanhol é um leal amigo e um protector atento. Segue o seu dono com preocupação, apesar de não ser afectivamente um cão muito exigente. Na verdade, é um animal deveras independente e firme de carácter, que pode não acatar determinadas ordens, simplesmente porque não lhe apetece.
Com a família e com as crianças, é gentil, devoto e pacífico, mas perante estranhos adopta uma postura reservada e atenta. Muitos criadores não aconselham este animal a pessoas menos experientes, na medida em que é necessário saber educá-lo e socializá-lo enquanto pequeno, já que se irá tornar num animal de grande porte que é preciso saber controlar.

sábado, 24 de abril de 2010

Hovawart







Hovawart é raça de cães alemã. É a raça relativamente nova cujo o nome veio do período da idade média. O nome desta raça vem de "cão de guarda da nobreza" ("Hofewart").

História
A primeira menção dos cães chamados Hovawart é dos códigos penais alemães - Sachsenspiegel e Schwabenspiegel (1274), que são da idade média. Há algumas menções sobre algum Hofewart ou Hofwart que era um cão protetor da nobreza. O Hovawart atual descende provavelmente de algum cão pastor da alemanha no período da idade média que era descrito como Hovawarth e também na lei do código de Bojan descrito como Hofewart, Hofwart ou Hofward. O olhar aproximado do Hovawart medieval seria algo como aquele: é o cão de estatura média (60-65cm) com pêlo cerrado longo, com cauda inclinada e as orelhas pendentes pequenas. Sua cor é aproximadamente parda, preta e bronze ou mosqueado. Foi usado guarda propriedades e também para guarda de rebanhos.
Depois que certos séculos lá começaram os esforços para produzir a recontruição do Hovawart, através dos criadores Bertram König, seu filho Kurt F.König, Alwin Busch, J.A.Becker e Theo Gräb. O primeiro Hovawart foi criado em 1922, quando Kurt F.König o registrou no Registro de Raças Alemã. Não é possível dizer ao certo quem foi o criador da raça Hovawart, mas estes homens mencionados tiveram um grande mérito nisso.

Temperamento Hovawart é um cão com caráter calmo. É um excelente protetor. Hovawart é auto-confiante, vívido. Não é agressivo; mas está pronto para defender seu dono e sua família e propriedade. Fazem excelentes cães de família pois são devotados totalmente a sua família. Hovawarts são carinhosos e amam crianças.
O Hovawart é extraordinariamente bom em atividades como busca-e-traz, rastreamento e atividades de trabalho. As fêmeas mais leves frequentemente amam o agility. O dono do Hovawart precisa ter alguma experiência em treinamento ou com outros cães. Não é um cão para o dono de primeira viagem.

São-bernardo

São-bernardo é uma raça de cães natural dos Alpes. Foi originalmente cruzado para ser um cão de trabalho e de resgate. São conhecidos pela sua lealdade e vigilância, sendo tolerante com crianças e animais. Por causa dessas características, se tornou um cão de família muito companheiro. Também podem ser bons cães de guarda pois seu tamanho pode intimidar estranhos, ainda que seu temperamento é dócil.

História
O Albergue, no cimo do Passo do Grande São Bernardo, a 2469 m de altitude, foi fundado no século XI, para oferecer refúgio aos viajantes e peregrinos. A partir da metade do século XVII, os monges do Albergue, muniram-se de cães grandes, do tipo de cão de montanha, destinados a guarda e defesa. A presença de cães no Albergue do Grande São Bernardo é confirmada por documentos iconográficos que datam de 1695 e por uma nota nas actas do Albergue, do ano de 1707. Desde então, esses cães foram utilizados para acompanhar os viajantes, e sobretudo, para encontrar e salvar aqueles que se perdiam na neve e no nevoeiro. As crónicas, publicadas em numerosas línguas, sobre o modo como estes cães salvaram um grande número de vidas humanas da morte branca, e dos testemunhos de soldados que em 1800, atravessavam o Passo com o exército de Napoleão Bonaparte, espalharam no século XIX a fama do cão de São Bernardo por toda a Europa. O cão mais famoso a salvar pessoas foi o lendário Barry, que se tem notícia de ter salvo 40 vidas humanas. Existe um monumento à Barry em Cimetière des Chiens, e seu corpo está preservado no Museu de História Natural em Berna.
Os ancestrais diretos do Cão de São Bernardo foram os grandes cães das quintas, muito difundidos entre os lavradores da região. Após algumas gerações, através de uma criação sistemática no sentido da procura de um tipo ideal, criou-se a raça actual. Em 1847, Henrick Schumaker de Holligen, perto de Berna, foi o primeiro a estabelecer os documentos genealógicos para os seus cães. O livro de origens Suíço, foi criado em Fevereiro de 1884. O primeiro cão a ser inscrito neste Registo Nacional foi o Cão de São Bernardo com o nome de "Léon"; as 28 inscrições seguintes dizem igualmente respeito a Cães de São Bernardo. O Clube Suíço do Cão de São Bernardo foi fundado em Basileia em 15 de Março de 1884. Na ocasião de um Congresso Cinológico Internacional, em 2 de Junho de 1887, o Cão de São Bernardo foi oficialmente reconhecido como raça de origem Suíça e o Standard declarado como obrigatório. A partir dessa data o Cão de São Bernardo foi declarado como Cão Nacional da Suíça. Em Portugal existem actualmente dois clubes de Raça, o Clube Português do Cão de São Bernardo e a Associação Portuguesa de Amigos do Cão de São Bernardo. No Brasil há diversas linhas de sangue, sendo que as mais se destacam são a Americana e a Italiana, em 2006 foi criado o primeiro clube da raça no país o Clube do São Bernardo do Estado de São Paulo.

Pastor jugoslavo



O cão de pastor jugoslavo (português europeu) ou iugoslavo (português brasileiro), também chamado de Šarplaninac (charplanínats), é uma raça originária da região dos Balcãs na antiga Jugoslávia, mais precisamente nas atuais Macedônia, Sérvia e Montenegro.

Nome original
Šarplaninac

Outros nomes
Pastor Iugoslavo
Charplaninatz


Pastor da Anatólia


Pastor da Anatólia
(outros nomes: Coban Köpegi, Anatolian Shepherd Dog)
História
O Cão Pastor da Anatólia (também designado Karabash da Anatólia), surgiu entre os anos 2.800 a 1.800 a.C., nas regiões rurais da Turquia e Ásia Menor.
A descendência deste cão é incerta, sendo por vezes atribuída a alguns cães de guarda usados na Mesopotâmia. Ao longo da história, foi responsável por diversas tarefas: não só auxiliou o homem na guerra e na caça grossa, como também desempenhou um papel central na defesa dos rebanhos.
Nesta última, revelaram ser cães robustos, capazes de percorrer as longas planícies da Anatólia e enfrentar com sucesso o confronto com predadores ferozes. Por serem cães muito resistentes e versáteis, conseguiram adaptar-se a condições climatéricas extremas (tais como Verões quentes e muito secos e Inverno rigorosos) e a distintos estilos de vida dos povos (desde gregários a nómadas).
Em 1968, estes cães começaram a ser importados para os EUA, apesar de só a partir dos anos 70 ter sido implementado um efectivo programa de criação. Neste país, o Pastor da Anatólia é utilizado como cão de guarda de aves e gado e como animal de companhia. Só em 1990 o Pastor da Anatólia foi reconhecido.

Temperamento
O cão Pastor da Anatólia é exemplar no serviço que presta ao homem: leal e protector da família, é um animal estável, sério e pouco agressivo.
Dada a sua natureza independente, este animal pode por vezes não responder rapidamente às ordens do seu dono. Tal deve-se ao facto, de ter sido sempre um cão habituado a agir sozinho em prol da segurança dos outros animais.
Este cão de linhagem antiga, tem preferência por espaços amplos e não simpatiza muito com a vida na cidade.

Cão de Montanha dos Pirenéus


O Cão de Montanha dos Pirenéus (Chien de Montagne des Pirénées) ou Pastor dos Pirenéus é uma raça de cães pertencente ao grupo dos Molossóides tipo montanha, ao lado de raças como o São Bernardo e o Landseer.
Natural dos Pirenéus, é uma raça de grande porte e majestosa, usada tradicionalmente para proteger gado nos pastos (especialmente ovelhas) e como cão de guarda. Não deve ser confundido com o Mastim dos Pirenéus, semelhante em nome e características mas que constitui uma raça totalmente distinta.
História
O Cão da Montanha dos Pirinéus é uma raça antiga que descendente de molossóides oriundos da Ásia Central, trazidos para a Península Ibérica há mais de 5 mil anos. O primeiro registo da raça data do século XIV onde é descrita como guardiã de castelos por Gaston Phoebus. Esta raça é por vezes confundida com o Mastim dos Pirinéus, mas tanto a história das duas raças como a conformação, mostram que são cães distintos. O Cão da Montanha dos Pirinéus permaneceu nas montanhas a grandes altitudes, onde era utilizado como cão de guarda de rebanhos, função para a qual necessitava de uma coleira de espetos para se proteger de lobos e outras feras.Mas foi a sua apetência para guarda de castelos que tirou esta raça do anonimato. Uma das raças preferidas da realeza francesa, o Cão da Montanha dos Pirinéus era especialmente apreciado por Louis XIV que lhe atribuiu à raça o título de Cão Real da França em 1675. A partir desta altura, todo o nobre que se prezasse tinha de ter um cão desta raça. O Cão da Montanha dos Pirinéus começou a perder popularidade no século XIX, pois o estilo de vida praticado não exigia mais um guarda de castelos. Curiosamente, enquanto a raça entrava em declínio na Europa, na América, estaria a dar forma a outras novas raças, incluindo o Terra Nova. Lafayette levou dois exemplares destes cães em 1824 para os Estados Unidos da América. Na Europa, o Cão da Montanha dos Pirineús ficou novamente reduzido à sua população na montanha e sobretudo na região basca. Aí executada o seu dever como protector dos rebanhos, mas também era utilizado como cão de busca e salvamento em situações de avalanche, cão de trenó e cão de propriedades. No século XX, a raça foi novamente descoberta e desceu mais uma vez as montanhas para povoar as regiões francesas como cão de guarda e estimação. Em 1923, foi formado o primeiro clube da raça, situado em França.

Temperamento

Como cão de guarda e protecção, o Cão da Montanha dos Pirineús foi criado para ser forte e intimidatório, mas a sua faceta gentil foi também sendo apurada ao longo dos anos e tornando-se num cão trabalhador, afectuoso e fiel. Com um temperamento independente, não são cães para donos inexperientes. Necessitam de um dono que saiba impor a sua liderança sem recorrer a castigos corporais. É importante socializar e treinar este cão para garantir que cresce equilibrado.Corajoso e dedicado à família, o Cão da Montanha dos Pirineús não se dá bem contudo com estranhos e outros cães. Curiosamente, muitos donos referem que é receptivo a gatos. O Cão da Montanha dos Pirinéus tem alguma tendência para ladrar, o que o torna um bom cão de alerta. Entre os pontos negativo está o facto de se babar e ressonar. O Cão d aMontanha dos Pirinéus é tal como o nome indica, um cão de campo. Não se adaptam à vida num apartamento, pois precisam de espaço. Gostam contudo da vida em família e gostam de ter acesso ao interior da casa. Não são muito activos no interior, por isso uma jardim médio serve para os albergar.

Cão de Castro Laboreiro







O Cão de Castro Laboreiro é uma raça de cão portuguesa de grande tamanho.
Originário da freguesia de Castro Laboreiro, Melgaço, é um cão lupóide de tipo amastinado, sendo mais ligeiro que as restantes raças de cães de gado.

História
O solar na montanha
O Cão de Castro Laboreiro tem a sua origem na região que lhe deu o nome: a freguesia de Castro Laboreiro, no Concelho de Melgaço. É uma região montanhosa agreste, que se estende desde o rio Minho às Serras da Peneda e do Soajo, entre os rios Trancoso, Laboreiro e Mouro, até cerca dos 1.400 m de altitude.
À semelhança do cão, Castro Laboreiro é uma das terras mais antigas de Portugal. Os vestígios pré-históricos, como as gravuras rupestres e os dólmens, comprovam a presença do homem na região desde há muitos milhares de anos. Os castros são testemunhos da forte presença da cultura castreja na região. Também os celtas e os romanos passaram por aqui, edificando pontes e vias romanas com os seus marcos miliários. As comunidades castrejas sempre viveram da caça e da pesca, da pastorícia e da agricultura. Na procura de boas pastagens para o gado realizavam um tipo de transumância de curta distância, que terá evoluído para uma migração sazonal que ainda hoje se verifica na mobilidade dos povoamentos num sector da população, numa curiosa adaptação às condições orográficas e climáticas. Os cães acompanhavam o gado nestes movimentos transumantes que, por serem de curta distância, ao contrário do que se verificou na restante Península Ibérica (nomeadamente a transumância dos rebanhos de ovinos da Serra da Estrela, cujas deslocações alcançavam várias centenas de quilómetros), não requeriam um animal tão possante.
O número de ovinos e caprinos, tradicionalmente reunidos em rebanhos comunitários, tem vindo a diminuir nos últimos anos, sendo progressivamente substituídos por bovinos. A esta alteração adaptou-se o Cão de Castro Laboreiro, sendo tão eficaz na protecção de cabras e ovelhas como de vacas. Em virtude da emigração dos homens, durante a década de 40, principalmente para França, ficando as mulheres sozinhas a cuidar das terras e dos animais, os cães ganharam um papel muito importante, quer pela protecção conferida ao gado e pela guarda da propriedade, quer ainda pela inestimável companhia nas noites mais longas de Inverno e pela incontestável dedicação aos seus donos. Foi este carácter especial, talhado pela rudeza das montanhas e pelas gentes castrejas, que se manteve até hoje, muito fruto do isolamento desta região de difícil acesso até há bem pouco tempo – a primeira estrada em terra batida apenas foi concluída em 1948. Manuel Marques (1935), descrevendo a sua visita a Castro Laboreiro, diz que partindo de Melgaço demorou “cinco longas horas a dorso de quadrúpede, por sinuosos e quási intransitáveis caminhos que, na maior parte, mais parecem córregos.”
Origem da raça
Os avanços científicos têm permitido aos geneticistas confirmar as restantes evidências (ex. arqueológicas, morfológicas e comportamentais) de que o lobo é, efectivamente, o ancestral do cão. Segundo os registos fósseis, a domesticação do lobo terá ocorrido há cerca de 14.000 anos na região do Crescente Fértil, tendo os cães sido rapidamente disseminados por toda a Europa, Ásia e América do Norte. Estudos genéticos indicam ainda que a domesticação deverá ter ocorrido apenas uma vez.
Apesar da presença de cães no território português desde o Mesolítico (10.000-5.000 anos atrás), indícios das primeiras raças surgem apenas nas representações de cenas de caça em mosaicos da época Romana. As primeiras referências às raças nacionais no séc. XVI, sugerem que estas poderão existir há pelo menos 300-600 anos. Embora não seja possível datar a sua origem com precisão, as raças nacionais são consideradas bastante recentes. Com efeito, os estudos efectuados por esta investigadora, revelam uma semelhança genética entre todas as raças, indicando que a maioria deriva de um mesmo grupo ancestral e que terão tido uma origem recente. Os dados obtidos tornam assim improvável que as raças nacionais tenham resultado de um processo adicional de domesticação do lobo.
Os cães de gado sempre foram um elemento importante para as comunidades agro-pastoris, o que é evidenciado pelo facto da primeira alusão aos cães no início da nacionalidade incluir os cães de gado: “Todo ome, que galgo, ou podengo, ou perro de gaado matar, peyte dous maravedis”. No que diz respeito ao Cão de Castro Laboreiro, a sua qualidade e importância são evidenciadas por diversos autores. Augusto Leal (1874), ao descrever a região, faz menção aos cães existentes: “Criam-se aqui mastins d’uma corpolencia e vigor extraordinarios, pois qualquer d’elles mata um lobo!” Também o etnógrafo José Leite de Vasconcelos (1933) faz referência ao Cão de Castro Laboreiro como cão de gado: “aos cães de montanha pertencem no Continente, como cães de gado, os … de Castro-Laboreiro”. Escritos galegos sobre o pastoreio na vertente galega da Serra do Laboreiro mencionam igualmente este cão, utilizado para proteger o gado dos ataques dos lobos em território português. Na literatura encontram-se igualmente referências à raça, como no romance de Camilo Castelo Branco, A Brasileira de Prazins (1879).

Temperamento
Trata-se de um cão inteligente, aprendendo facilmente, mas com um temperamento algo independente, que advém da sua função de protecção dos rebanhos, onde actua de forma independente do pastor. Sendo mais ágil e activo que as restantes raças de cães de gado é muito menos irrequieto que outras raças mais pequenas. Estabelece uma forte ligação com a sua família (humana ou não) que protege instintivamente de todos os perigos. Tem uma grande capacidade de protecção, que apurou durante centenas de anos na protecção dos rebanhos contra todo o tipo de perigos. Sempre vigilante, ladra e alerta para eventuais perigos, aproximando-se e perseguindo potenciais ameaças se necessário. Os machos tendem a ser dominantes e mais agressivos na presença de outros machos mas, habituados desde jovens, poderão conviver facilmente com outros machos de grande-médio porte. Humilde, não desafia o dono, sendo muito tolerante para com as crianças e as suas diabruras.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Terra-nova



O terra-nova é uma raça de cães natural do Canadá. Com pelagem longa e de cores variadas (preto, bronze e landseer), têm como característica a pelagem impermeável, devido ao gosto por água. Acredita-se que é uma das origens do labrador.

É proveniente da província de Terra Nova, Canadá. Nos países de língua inglesa, são conhecidos como Newfoundlands, e apelidados de Newfies.

História

A origem da raça é incerta, mas ela era usada como cães de trabalho na ilha de Terra Nova no começo do ano 1000 d.C. Terras-novas eram usados para resgates na água e para trabalhos de puxar. A raça quase se tornou extinta; a maioria dos terras-novas dos dias de hoje traçam sua linhagem à apenas um cão com nome de Siki que viveu na década de 1920.

Temperamento

Terras-novas tem uma tendência dócil e calma. De fato, a descrição do AKC (clube de cães americano) diz "Doçura no temperamento é a marca do terra-nova; essa é a característica mais importante da raça." Eles são protetores das crianças.